segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Homenagem ao grande Freddie Mercury

Ser Poeta

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e cetim…
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente…
É seres alma e sangue e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!

Florbela Espanca

Momento Elis Regina

sábado, 4 de junho de 2011


Só há de chorar
Só resta-lhe chorar
Fizestes e agora receba na moeda do feito
Mais se um dia pensares
Pode ser sim, que der certo
Mas não por perdão
por compaixão.
Melhor brigarmos juntos
Que chorar separado

terça-feira, 31 de maio de 2011

Em homenagem ao Entre Tantos Loucos e Livres

Provemos

Se a loucura existe... Porque não prová-la
Porque não se deleitar
Se entregar,
Bebe-la como se fosse aquele vinho
Nunca antes provado
Bebamos ela,
Sejamos seus escravos
Seus reféns
Inalemos ela,
Injetemos ela,
Se a loucura existe devemos prová-la
Devemos bebe-la, inebriar-se dela
tantos loucos,
inebriados loucos de tanto
beber loucura
de inalar loucura
de injetar loucura
livres e loucos
loucos e livres.





A pedra, A árvore e as ideias

A sensibilidade aflora.
Como se fosse uma bomba
Todos os poros, veias, pelos
Excitam-se,
Dez mil megatons de sentimentos
Correm desesperadamente em cada parte
Do meu corpo...
Ouço ao longe
Um tango portenho que embala
Minha poesia.
O vento, o balanço das árvores,
O silêncio que conversa desesperadamente...
... Comigo.
Queria explodir
E mostrar a todos que tudo que corre em mim
É amor
Que tudo que corre em mim
Sou eu.
Pagando por pecados que não cometi
Vago o deserto de minha imaginação.
Luto todos os dias a guerra que não comecei...
... Até quando pagar pelo que não fiz?
Embaixo da arvore
Tinha uma pedra,
Em cima, a pedra me tinha,
E eu, tinha as ideias.

sábado, 7 de maio de 2011

Soneto LXVI
Pablo Neruda

No te quiero sino porque te quiero
y de quererte a no quererte llego
y de esperarte cuando no te espero
pasa mi corazón del frío al fuego.

Te quiero sólo porque a ti te quiero,
te odio sin fin, y odiándote te ruego,
y la medida de mi amor viajero
es no verte y amarte como un ciego.

Tal vez consumirá la luz de Enero,
su rayo cruel, mi corazón entero,
robándome la llave del sosiego.

En esta historia sólo yo me muero
y moriré de amor porque te quiero,
porque te quiero, amor, a sangre y fuego