quarta-feira, 21 de julho de 2010
Ame Sua Missão: Novo clipe do Mombojó
Ame Sua Missão: Novo clipe do Mombojó: "E na ultima semana a Banda Mombojó, lançou o primeiro clipe de seu mais novo álbum 'Amigo do Tempo' (2010 - Independente). É a música intitu..."
...Continuando a quarta-feira...

Do Muito E Do Pouco
Zé Ramalho
Se em terra de cego
Quem tem um olho é rei
Imagine quem tem os dois
É muito quadro pr'uma parede
É muita tinta pr'um só pincel
É pouca água pra muita sede
Muita cabeça pr'um só chapéu
Muita cachaça pra pouco leite
Muito deleite pra pouca dor
É muito feio pra ser enfeite
Muito defeito pra ser amor
É muita rede pra pouco peixe
Muito veneno pra se matar
Muitos pedidos pra que se deixe
Muitos humanos a proliferar.
Burguesia
Cazuza
A burguesia fede
A burguesia quer ficar rica
Enquanto houver burguesia
Não vai haver poesia
A burguesia não tem charme nem é discreta
Com suas perucas de cabelos de boneca
A burguesia quer ser sócia do Country
A burguesia quer ir a New York fazer compras
Pobre de mim que vim do seio da burguesia
Sou rico mas não sou mesquinho
Eu também cheiro mal
Eu também cheiro mal
A burguesia tá acabando com a Barra
Afunda barcos cheios de crianças
E dormem tranqüilos
E dormem tranqüilos
Os guardanapos estão sempre limpos
As empregadas, uniformizadas
São caboclos querendo ser ingleses
São caboclos querendo ser ingleses
A burguesia fede
A burguesia quer ficar rica
Enquanto houver burguesia
Não vai haver poesia
A burguesia não repara na dor
Da vendedora de chicletes
A burguesia só olha pra si
A burguesia só olha pra si
A burguesia é a direita, é a guerra
A burguesia fede
A burguesia quer ficar rica
Enquanto houver burguesia
Não vai haver poesia
As pessoas vão ver que estão sendo roubadas
Vai haver uma revolução
Ao contrário da de 64
O Brasil é medroso
Vamos pegar o dinheiro roubado da burguesia
Vamos pra rua
Vamos pra rua
Vamos pra rua
Vamos pra rua
Pra rua, pra rua
Vamos acabar com a burguesia
Vamos dinamitar a burguesia
Vamos pôr a burguesia na cadeia
Numa fazenda de trabalhos forçados
Eu sou burguês, mas eu sou artista
Estou do lado do povo, do povo
A burguesia fede - fede, fede, fede
A burguesia quer ficar rica
Enquanto houver burguesia
Não vai haver poesia
Porcos num chiqueiro
São mais dignos que um burguês
Mas também existe o bom burguês
Que vive do seu trabalho honestamente
Mas este quer construir um país
E não abandoná-lo com uma pasta de dólares
O bom burguês é como o operário
É o médico que cobra menos pra quem não tem
E se interessa por seu povo
Em seres humanos vivendo como bichos
Tentando te enforcar na janela do carro
No sinal, no sinal
No sinal, no sinal
A burguesia fede
A burguesia quer ficar rica
Enquanto houver burguesia
Não vai haver poesia
terça-feira, 20 de julho de 2010
Entre tantos loucos e livres!
Lendo o blog de nossa querida camarada Virginia (Vic) me veio a ideia de escrever sobre tantos loucos e livres...
A um bom tempo atrás Nriedrich Nietzsche já se perguntava qual é o limite entre a loucura e a liberdade, onde é que a loucura começa? onde termina a liberdade? ou o inverso é mais real onde onde começa a liberdade termina a loucura? Tomei a liberdade de ser um entre tantos loucos e livres e escrever a poesia que vos segue:
Se a loucura existe... Porque não prová-la
Porque não se deleitar
Se entregar,
Bebe-la como se fosse aquele vinho
Nunca antes provado
Bebamos ela,
Sejamos seus escravos
Seus reféns
Inalemos ela,
Injetemos ela,
Se a loucura existe devemos prová-la
Devemos bebe-la, inebriar-se dela
tantos loucos,
inebriados loucos de tanto
beber loucura
de inalar loucura
de injetar loucura
livres e loucos
loucos e livres.
Voltei, foi a saudade que me trouxe pelos braços!
Depois de um bom tempo sem levar o blog a sério vou tentar postar coisas legais, eu ao menos que eu acho legal, músicas, poemas, poesias e artes em geral... Criadas por mim e por amigos... Espero que gostem também.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
NEGUE O SEU AMOR E SEU CARINHO
NEGUE
Diga que você já me esqueceu
Pise machucando com jeitinho
Esse coração que ainda é teu
Diga que meu pranto é covardia
Mas não se esqueça
Que você foi minha um dia
Diga que já não me quer
Negue que me pertenceu
E eu mostro a boca molhada
Ainda marcada pelo beijo seu
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